segunda-feira, 17 de maio de 2010

Contraditório

A menina que achava que nunca seria surpreendida, se surpreendeu. Incrível, surpresa! Foi assim... que de um final ela pensou num recomeço. Mas apenas pensou, a fraqueza toma conta, seu jeito não transparece mais, suas palavras são ditas por necessidade, ou falta de. Mas ela sente e prefere esconder, ninguém a entenderia mais uma vez, ela fica muito frágil.
A menina é a maior culpada dos seus deslizes, mas sabe ser vitíma... tem seus argumentos e eles são tão fortes como quando se justifica o porquê de tanta desigualdade.
Nada é tão contraditório quanto si mesma, nada é tão agonizante que não vá passar. Ora gosta, ora não. Ora quer, ora sente. Ora ama, ora... esnoba. Mas ninguém a entende. Seus reais motivos são tão implicitos... escondidos em sorrisos que escondem tristeza, em abraços que não dizem nada, ou dizem tudo.
Ela queria ser dona de si e acabou numa presepada tamanha.
Somos quem queremos ser. Somos quem podemos ser. Essa foi a escolha dela.
talvez passe, talvez não.

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