quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

 Lá de dentro saiam todos os sentimentos. O amor, a amizade, o desafeto, o medo, a luxuria, o pecado. Estampados em papéis e jogados para o mundo, viviam a procura dos melhores representantes. A cada pessoa era destinado um. As vezes eles chegavam amassados, outras molhados. Mas sempre legível o bastante para poder entender que tratava de sentimento, do combústivel da humanidade.
Todos queriam saber a origem, o poeta - ''quem é capaz de entender tão bem assim o que ninguém ousou entender há décadas!?'' - Sem respostas...
Há todo momento quem amava recebia o pecado, quem pecava recebia o amor. Era lindo!
Parecia que eles chegavam de uma longa viagem e nós, meros mortais, precisávamos ler para entender a plenitude do que se passa dentro de nós. Desesperados, e quase cegos com tanta luz de sentimentos, esses papéis afloraram nas pessoas uma nova sensação, essa talvez desconhecida pelo poeta: a ira.
Apesar do poeta ''dos céus'' conhecer tanto sentimento, tantas sensações, nunca havia escrito sobre a ira, talvez porque nunca a tivesse sentido... ou pelo fato de ser um dos piores sentimentos, não queria passar para quem o lia.
Depois de um tempo tanto quem amava quanto quem pecava estavam ligados e desorientados, eles não queriam mais ler, eles queriam sentir  tudo aquilo que parecia ser jogado dos céus. Eles queriam as flores mais lindas...Dai surgiu o egoísmo junto da ira. O mundo entrou numa guerra silenciosa de sentimentos...
- Mas Deus, e esse papéis de onde vinham!? - Só se sabe que era de longe


Até hoje não sabemos, graças a ira e ao egoísmo, esses papéis foram cessados. Mas os sentimentos continuam nítidos. Foi um grande aprendizado... e continua sendo. Somos levados a ter novas sensações a todo momento. Porque? porque o poeta anônimo foi capaz de despertar o adormecido.


 O AMOR É A SEMENTE E OS OUTROS SENTIMENTOS SÃO SEUS FRUTOS.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

VOAR

Se eu tivesse asas, voaria o mais alto. Anunciaria pouso e visitaria os lugares mais lindos do mundo, rs. A aflição seria rara e o medo uma constante incógnita. Voar em pensamento ou nas alturas, a diferença de um para o outro são os pés no chão. Meus pés estão firmes, mas eu preferia estar nas alturas. É como se o céu e a terra não fossem tão ligados quanto achamos. O céu intocável, a terra temida. É, bobeira, talvez seja assim mesmo!