Lá de dentro saiam todos os sentimentos. O amor, a amizade, o desafeto, o medo, a luxuria, o pecado. Estampados em papéis e jogados para o mundo, viviam a procura dos melhores representantes. A cada pessoa era destinado um. As vezes eles chegavam amassados, outras molhados. Mas sempre legível o bastante para poder entender que tratava de sentimento, do combústivel da humanidade.
Todos queriam saber a origem, o poeta - ''quem é capaz de entender tão bem assim o que ninguém ousou entender há décadas!?'' - Sem respostas...
Há todo momento quem amava recebia o pecado, quem pecava recebia o amor. Era lindo!
Parecia que eles chegavam de uma longa viagem e nós, meros mortais, precisávamos ler para entender a plenitude do que se passa dentro de nós. Desesperados, e quase cegos com tanta luz de sentimentos, esses papéis afloraram nas pessoas uma nova sensação, essa talvez desconhecida pelo poeta: a ira.
Apesar do poeta ''dos céus'' conhecer tanto sentimento, tantas sensações, nunca havia escrito sobre a ira, talvez porque nunca a tivesse sentido... ou pelo fato de ser um dos piores sentimentos, não queria passar para quem o lia.
Depois de um tempo tanto quem amava quanto quem pecava estavam ligados e desorientados, eles não queriam mais ler, eles queriam sentir tudo aquilo que parecia ser jogado dos céus. Eles queriam as flores mais lindas...Dai surgiu o egoísmo junto da ira. O mundo entrou numa guerra silenciosa de sentimentos...
- Mas Deus, e esse papéis de onde vinham!? - Só se sabe que era de longe
Até hoje não sabemos, graças a ira e ao egoísmo, esses papéis foram cessados. Mas os sentimentos continuam nítidos. Foi um grande aprendizado... e continua sendo. Somos levados a ter novas sensações a todo momento. Porque? porque o poeta anônimo foi capaz de despertar o adormecido.
O AMOR É A SEMENTE E OS OUTROS SENTIMENTOS SÃO SEUS FRUTOS.

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